Oskar Schindler, um antigo militar polonês, bem relacionado
com a SS, que avança rapidamente nos negócios ao se apropriar de uma fábrica de
panelas, após o decreto que proibia aos judeus serem proprietários de negócios.
Schindler se valeu de sua fortuna crescente para
"comprar" membros da Gestapo e dos altos escalões nazistas com
bebida, mulheres e produtos do mercado negro. Seu afiado senso de oportunidade
o levou a contratar um contador judeu – mais barato do que um profissional
polonês.
Ele é Itzhak Stern, a mente por trás do que seria o começo
de tudo: com o argumento de que os trabalhadores judeus representavam uma
lucratividade maior para o negócio, ele convenceu Schindler a fazer destes 100%
da força de trabalho empregada em sua fábrica. Com o tempo, famílias judias
passaram a trocar suas reservas financeiras por postos de trabalho (que os
mantinha bem longe dos campos de concentração), permitindo que os negócios
crescessem ainda mais.
A guerra avançou e Hitler lançou a campanha de "Solução
Final", que acabaria definitivamente com os guetos, transferindo toda a
população judia para os campos de concentração. Amon Goeth foi o comandante de
um desses campos e um dos amigos mais próximos que Schindler teve entre os oficiais
da Gestapo. Quando os trabalhadores de sua fábrica começaram a ser
transportados para o campo de Plaszóvia, Schindler convenceu Goeth a colocá-los
num ambiente separado dos outros, um lugar onde ficassem mais protegidos.
Numa determinada noite, passeando perto de um dos parques de
Cracóvia, Schindler assistiu à invasão do gueto da cidade. Dias mais tarde, ele
acompanhou uma ida de Goeth ao campo de concentração e assistiu às instruções
que este recebeu para cremar os cadáveres dos mortos no massacre do gueto.
Schindler e o contador passaram a noite a digitar os nomes
das famílias que seriam transportadas para a Tchecoslováquia ao invés de irem
para Auschwitz. Para cada um dos 1.100 nomes que comporiam a lista, Schindler
viria a pagar um boa soma de dinheiro a Goeth, que tomaria as medidas
necessárias para o que o desvio de rota fosse bem sucedido.
Schindler fundou a fábrica de utensílios de cozinha Emalia
para enriquecer com a guerra. Nela empregou entre 1939 e 1944 muitas centenas
de judeus. Eram a sua força de trabalho, empregados especializados, mesmo que
não o fossem, não deixavam de ser escravos. Pensou, durante algum tempo, que
bastava aos seus judeus e aos outros manterem-se saudáveis para chegarem ao fim
da guerra vivos. Percebeu que não, depois percebeu que iam morrer todos e usou
o que ganhara com eles para salvar alguns. Mais de mil. Schindler escreveu os
seus nomes numa lista e salvou-lhe vidas.
O filme conta a história de Olga, que fez parte do
comunismo. Após libertar seu namorado da cadeia, eles são obrigados a fugir
para a União Soviética, onde recebem treinamento para conflitos. Olga se
destaca no Partido Comunista, onde conhece Luís Prestes, que viria a se tornar
um dos principais líderes comunistas do Brasil. Em 1934, quando Prestes volta
ao Brasil, indicado pela Internacional Comunista para liderar uma revolução
armada, Olga é eleita para escoltá-lo. Passam a viver clandestinamente enquanto
planejam derrubar o governo de Getúlio Vargas. Durante este período, a relação
amorosa entre Prestes e Olga vai crescendo, e ela acaba engravidando.
Quando o movimento revolucionário é derrotado pelas forças
de Vargas, Olga e Prestes são presos pelo duro chefe de polícia Filinto Müller.
Diante de rumores de que seria deportada, Olga divulga sua gravidez e solicita
asilo político por ser casada e estar grávida de Prestes. O governo Vargas, que
neste momento simpatizava com a ditadura de Adolf Hitler, manda Olga para o
campo de concentração, mesmo grávida de sete meses. Na prisão alemã, dá à luz
uma filha que batiza de Anita Leocádia, em homenagem a Dona Leocádia, mãe de
Prestes. Após o período de amamentação, a menina foi retirada de Olga e
entregue à sogra. Após anos de prisão em campos de concentração, durante os
quais a opinião pública internacional fez inúmeras tentativas de libertá-la,
Olga é morta na câmara de gás. Somente anos depois, Prestes e sua filha leram a
última carta de Olga, onde faz uma emocionante despedida.
O filme conta a história de um
operário e uma jovem. O homem é um operário empregado de uma grande fábrica,
que desempenha a função repetitiva de apertar parafusos. De tanto fazer isso, o
rapaz tem problemas de stress e, perde a razão de tal forma que pensa que deve
apertar tudo o que se parece com parafusos, como por exemplo, os botões de uma
blusa. Ele é demitido e, logo em seguida, internado em um hospital. Após ficar
algum tempo internado, sai de lá recuperado, mas com a eterna ameaça de estafa
que a vida moderna impõe. Logo que sai do hospital, se depara com a fábrica
fechada. Ao passar pela rua, nota um pano vermelho caindo de um caminhão. Ao
empunhar o pano na tentativa de devolvê-lo ao motorista do caminhão, atrai um
grupo enorme de manifestantes que passava por ali. Por engano, a polícia o
prende como líder comunista, simplesmente pelo fato de ele estar agitando um
pano vermelho, parecido com uma bandeira, em frente a uma manifestação. Após
passar um tempo preso, o operário é solto pela polícia por ter ajudado na
prisão de um traficante de cocaína que tentava fugir da prisão. Nesse momento,
surge uma moça, vivendo na miséria, tem de roubar alimentos para comer, pois,
além disso, mora com as suas duas irmãs menores, seu pai está desempregado e as
três são órfãs de mãe. O pai morre durante uma manifestação de desempregados e
as duas pequenas são internadas em um orfanato. A moça foge para não ser
internada e volta a roubar comida. Numa de suas investidas, ela conhece o
operário: depois de roubar o pão de uma senhora, a polícia vai prendê-la e o
operário assume a autoria do assalto. A polícia o prende, mas o solta em
seguida após descobrir o engano. Quando vê a moça sendo presa, o operário arma
um esquema para ser preso também: rouba comida em um restaurante. São colocados
no mesmo camburão e, durante um acidente com o carro, os dois fogem e vão morar
juntos. O Carlitos, nosso querido operário, procura emprego e consegue um como
segurança em uma loja de departamentos. Logo é despedido por não ter conseguido
evitar um assalto e por dormir no serviço. No entanto, consegue emprego numa
outra fábrica, consertando máquinas. Durante uma greve na fábrica, Carlitos é
preso mais uma vez, agora por "desacato à autoridade policial".
Alguns dias depois, ele é liberado e a jovem o espera na saída da prisão para
levá-lo a nova casa. A jovem consegue, então, emprego em um café como dançarina
e arruma outro para Carlitos, só que como garçom/ cantor. Os dois são um
sucesso, mas, para estragar a festa, no entanto, surge novamente a polícia,
desta vez com uma caderneta com os dados da moça e uma ordem para prender a
jovem num orfanato. Carlitos e a moça fogem e terão de recomeçar...